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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2010

Nações Unidas alertam para importância dos resíduos no combate às alterações climáticas e para a ameaça da fome caso não haja fundos para a adaptação

As Nações Unidas, através da Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO na sigla em inglês) e do Programa para o Ambiente (UNEP na sigla em inglês), fizeram hoje em Cancún dois alertas relevantes. A FAO alertou para o facto das cheias e secas nos países produtores causaram um forte aumento dos preços dos bens alimentares, mostrando a vulnerabilidade dos sistemas agrícolas e respectivos mercados. Com o agravamento das alterações climáticas, tal agravar-se-á no futuro. Mesmo sem os recursos adicionais para lidar com o problema, os recursos actuais atingiram um mínimo histórico. O Banco Mundial estimou em cerca de 2,5 mil milhões de dólares o custo por ano entre 2010 e 2050 associados à adaptação no sector agrícola no mundo em desenvolvimento. A Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas aponta para um investimento adicional necessário no que respeita à mitigação (redução de emissões) no sector agrícola que deverá nos países em desenvolvimento atingir 14 mil milhões de dólares em 2030. Dos 28 mil milhões prometidos pelos países desenvolvidos em Copenhaga há um ano, só 2 mil milhões foram depositados em fundos climáticos e 700 milhões foram efectivamente distribuídos. Aqui em Cancún a FAO apresentou vários exemplos de uma agricultura “inteligente”, com exemplos de sistemas agrícolas em todo o mundo que têm conseguido reduzir a sua vulnerabilidade ao clima bem como as emissões poluentes próprias da actividade.

 

 

Numa outra vertente, o Programa das Nações Unidas para o Ambiente conclui que o evitar das emissões de metano e de outros poluentes que não o CO2, podem ter um papel importante no alcançar dos objectivos globais de mitigação. O estudo, presente em http://www.unep.or.jp/Ietc/Publications/spc/Waste&ClimateChange/Waste&ClimateChange.pdf, menciona a importância do aproveitamento do metano para combustíveis e geração de electricidade. A aplicação dos princípios dos 3R’s (reduzir, reutilizar e reciclar), é vital na redução do peso do sector dos resíduos que contribui entre 3 e 5% das emissões de gases com efeito de estufa (igual às emissões actuais da aviação internacional e tráfego marítimo). Mais ainda, é um sector onde boas práticas são geradoras de muito emprego. Um dos estudos presente no relatório mostra que o direccionar dos resíduos de comida, jardins e de papel para estações de reciclagem e de compostagem, reduzindo a quantidade de matéria orgânica nos aterros, permite reduzir as emissões em 250 kg de CO2 equivalente por tonelada de resíduo urbano.

por Quercus às 23:38
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Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

As políticas climáticas europeias para 2050 estão em baixa

Apenas um terço das políticas climáticas necessárias para cortar as emissões na União Europeia, entre 80 e 95% até 2050, estão já hoje implementadas.

A WWF e a Ecofys lançaram um site onde se pode seguir as políticas climáticas europeias – The Climate Policy Tracker.
Este site fornece uma visão geral da situação política de cada Estado-Membro, descriminando também por sector (transportes, energia, industria, edifícios, floresta e agricultura).

83 indicadores avaliam o impacto das políticas climáticas, se estão no caminho na redução de emissões ou, se pelo contrário, são contraproducentes para o objectivo a que se destinam.

Portugal aparece com a mesma má classificação da maioria dos outros países europeus, estando acima da Grécia e abaixo da Irlanda.

por Quercus às 18:30
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Como será a Europa em 2050?

Ninguém sabe. Mas a European Climate Foundation propõe-nos uma viagem de 40 anos até lá.

Aqui ficam alguns dos possíveis acontecimentos que marcam esse percurso no tempo:

Uma taxa de carbono para 2012? Pico mundial de petróleo em 2019? Introdução de portagens de carbono em 2022? Será possível em 2026 o Reino Unido cortar as suas emissões de carbono em 70%? E Frankfurt ser a primeira cidade carbono-zero em 2033?

 

Tudo para chegar a 2050 com a Europa a ser o primeiro continente neutro em carbono.

 

Veja o vídeo:

 

por Quercus às 15:43
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Quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

Proposta sobre florestas apresentada em Cancún poderá enfraquecer as promessas de Copenhaga

 

Uma análise divulgada ontem em Cancún mostra como as fracas promessas feitas em Copenhaga de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) poderão ficar enfraquecidas pelas decisões sobre matérias relativas às florestas que estão actualmente a ser discutidas na Conferência Climáticas a decorrer no México.

 

Os países desenvolvidos estão a tentar que seja adoptado um sistema de contabilização que lhes permitirá aumentar as emissões associadas à desflorestação e à degradação de florestas sem as contabilizar. A análise mostra que as emissões não contabilizadas enfraqueceriam substancialmente as metas de redução. As metas efectivas prometidas pelos países seriam reduzidas entre 1,3 e 66%.

 

“Esses países querem ter as duas coisas”, disse Jason Funk, do Fundo Defesa Ambiental. “Quando as florestas estão a absorver carbono, eles querem reclamar os créditos. Mas quando começam a derrubar essas florestas, também querem que as emissões resultantes do abate de árvores desapareçam. É uma contabilização desonesta.”

 

Percentagem em relação ao ano base específico de cada país

Partes

Compromisso de redução de emissões até  2020 (%)

Emissões provenientes da exploração florestal não contabilizadas (%)

Nova Zelândia

 

- 10 a -20

+66.04

Noruega

- 30 a - 40

+ 8.66

Rússia

- 15 a 25

+ 5.45

Austrália

- 5 a - 15

+ 4.03

Japão

- 25

+ 3.57

União Europeia

- 20 a - 30

+ 2.7

Suíça

- 20 a - 30

+ 2.43

Canadá

- 17

+ 1.36

 

 

Na maioria dos casos, os países anunciaram políticas para aumentar o corte de árvores e incorporaram a crescente exploração florestal nas linhas base das suas propostas. Sob esta abordagem, o aumento das emissões é mantido fora dos registos, fazendo com que as promessas pareçam mais ambiciosas do que na realidade são.

 

“O que nós precisamos é de incentivos para que os países desenvolvidos reduzam as suas emissões provenientes da desflorestação, e não que as aumentem impunemente”, disse Melanie Coath, da Sociedade Real para a Protecção das Aves (RSPB, na sigla em inglês). “Se isto acontecer, os países terão que aumentar os seus compromissos em compensação”.

 

“Este pequeno e acolhedor acordo para o sector florestal minaria os esforços de todos os países e de outros sectores. Ele tem de ser rejeitado em Cancún. Gostaria de saber o que os produtores e de energia pensam sobre a justiça desta abordagem, quando se espera que eles façam mudanças que se traduzam em reduções reais de emissões”, disse Chris Henschel, da Canadian Parks and Wilderness Society (CPAWS).

por Quercus às 18:04
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Domingo, 28 de Novembro de 2010

Relatório da WWF alerta para papel das Economias Emergentes na luta contra as Alterações Climáticas




Com o aproximar da Conferência Climática de Cancún, que arranca amanhã no México, a WWF divulgou um relatório intitulado “Economias Emergentes – Como o mundo em desenvolvimento está a começar uma nova era de liderança climática”.


Este documento centra as atenções em cinco economias emergentes – Brasil, China, Índia, México e África do Sul – examinando as actuais tendências das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) nestes países, as acções em curso para mitigar os impactos das alterações climáticas, as forças por detrás desses esforços e o próximo conjunto de acções necessárias para que estes países consigam fazer frente às alterações climáticas e suportar futuras reduções de emissões, a nível nacional e internacional .

 

Este relatório mostra que as economias emergentes já implementaram um vasto leque de medidas climáticas e que, em vários sectores, estas medidas são comparáveis aos esforços por parte dos países desenvolvidos, chegando mesmo, em alguns casos, a exceder o que estes últimos têm para oferecer.

 

Espera-se que este relatório elucide os países do Hemisfério Norte sobre o que já está a acontecer nas economias emergentes e para a possibilidade de estas serem parceiros no progresso dos próprios países desenvolvidos, enquanto fontes de inovação e aprendizagem. Esta poderá ser, ao mesmo tempo, uma forma de reconhecer que há ainda muito trabalho a ser feito, inclusivamente nessas economias emergentes, levantando um conjunto de perguntas chave para cada um desses países relativamente ao que eles precisam de fazer a partir de agora, quer a nível interno, quer no apoio às negociações internacionais.

 

Link para o Relatório:
http://assets.panda.org/downloads/emerging_economies_report_nov_2010.pdf

por Quercus às 12:57
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Sábado, 27 de Novembro de 2010

Associações ambientalistas aplaudem proposta da Comissão Europeia em restringir fácil acesso a créditos de compensação de carbono a partir de 2013

 

A Comissão Europeia publicou no passado dia 25 de Novembro a sua muito esperada proposta de restrição relativamente ao acesso fácil a créditos de compensação de carbono através de projectos de eliminação de gases industriais dentro Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE). Esta proposta surge no seguimento de uma série de escândalos que envolveram falsos créditos de compensação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (CDM, na sigla em inglês).

 

As associações ambientalistas no quadro da Rede Europeia de Acção Climática, da qual a Quercus faz parte, aplaudem esta medida como sendo um primeiro passo na garantia de que o CELE não se torne um depósito para créditos de compensação de má qualidade que leve a um aumento das emissões globais de gases com efeito de estufa.

A proposta de regulamento apresentada, relativa a hidrofluorcarbonetos (HFC-23) e oxido nitroso (N2O) com uso industrial, propõe a total proibição da utilização de créditos gerados a partir de projectos de eliminação destes compostos no CELE, a partir de 1 de Janeiro de 2013.

Segundo Eva Filzmoser, Presidente da Organização Não-Governamental CDM Watch, “esta proposta representa um marco no que respeita à eliminação dos falsos créditos de carbono do sistema e ao aumento da eficácia ambiental do CELE”.

Não a um período de carência para a indústria à custa do clima

Nas últimas semanas, esta proposta foi sucessivamente adiada devido a pressões de uma pequena mas influente minoria de intervenientes industriais que pressionaram fortemente para o adiamento destas restrições nos gases industriais. “A Comissão manteve-se firme, colocando a integridade ambiental à frente dos interesses da indústria, o que é uma mais-valia para o processo político europeu”, afirmou Fionnuala Walravens, activista da Agência de Investigação Ambiental.

Proposta previne a retenção de créditos

Banir a utilização de créditos provenientes de gases industriais a partir de Janeiro de 2013 vai ao encontro das preocupações de que os créditos emitidos durante a actual fase do CELE (2008-2012) seriam transitados para a próxima fase (2013-2020). “Esperamos agora que os Estados Membros retenham a linguagem ambiciosa desta proposta”, disse Eva Filzmoser.

A proposta de regulamento nota que as medidas nela contidas estão de acordo com a posição do Comité das Alterações Climáticas, que deverá examinar a mesma em Dezembro.

 

Proposta de regulamento e documentos relacionados:

http://ec.europa.eu/clima/news/index_en.htm

por Quercus às 18:08
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Sexta-feira, 26 de Novembro de 2010

Novo relatório das Nações Unidas alerta para a diferença de emissões entre a ciência climática e o Acordo de Copenhaga

Um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (na sigla em inglês, UNEP) enuncia as hipóteses de manter a temperatura global abaixo dos 2o Celsius no século XXI.

Este relatório pretende informar governos e comunidade em geral sobre a progressão da resposta política às alterações climáticas, ao longo dos últimos doze meses e se estamos no caminho certo para atingir as metas necessárias.

Os compromissos assinados no Acordo de Copenhaga em Dezembro de 2009 são o ponto de partida deste documento. Neste momento, os compromissos assinados fazem crer que em 2020 as emissões de gases de efeito de estufa possam totalizar 49 gigatoneladas de CO2 equivalente.

A comunidade científica diz ser necessário que o pico de emissões ocorra nos próximos dez anos e que, em 2020, as emissões globais não ultrapassem os 44 gigatoneladas de CO2 equivalente. Num crescimento com base nas tendências actuais (ou cenário “business-as-usual), as emissões podem chegar às 56 gigatoneladas de CO2 equivalente.

A diferença de emissões entre o já acordado e o necessário corresponde a 5 gigatoneldas de CO2 equivalente. Estas emissões têm de ser suprimidas na próxima década e equivalem às emissões do transporte rodoviário em 2005, em todo o mundo.

O relatório pode ser encontrado em: http://www.unep.org/publications/ebooks/emissionsgapreport/

por Quercus às 13:56
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Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010

Portugal a trabalhar num roteiro para 2020

O Conselho de Ministros, no passado dia 11 de Novembro, aprovou um diploma de Ministros a elaboração do Roteiro Nacional de Baixo Carbono 2020 e do Programa Nacional para as Alterações Climáticas 2020.

 

Esta Resolução formaliza o início dos trabalhos para o desenvolvimento de instrumentos importantes da política das alterações climáticas: o Roteiro Nacional de Baixo Carbono 2020 (RNBC 2020), os respectivos planos sectoriais de baixo carbono para cada ministério, e o Programa Nacional para as Alterações Climáticas para o período 2013-2020 (PNAC 2020).

 

 

por Quercus às 11:59
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Domingo, 31 de Outubro de 2010

Conheça as emissões da indústria europeia

Parte da indústria europeia tem limites legais de emissões de gases de efeito de estufa. Os mapas da campanha Sandbag permitem perceber os limites e emissões da indústria de cada país europeu, mas também onde estão a ocorrer as compensações de emissões.

 

Estes são mapas indispensáveis para quem quer seguir as emissões da indústria:

 

Mapa de emissões da indústria

Mapa de compensações de emissões

Mapa de projectos de implementação conjunta

por Quercus às 15:38
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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

A indústria europeia consegue reduzir as emissões em 80%

A Rede de Acção Climática (CAN) – Europa lançou um relatório que mostra serem possíveis reduções de 80% nas emissões na indústria europeia, usando as mais recentes tecnologias disponíveis e sem prejudicar a competitividade europeia.

Este relatório evidencia os detalhes tecnológicos para alcançar este nível de redução de emissões em três das indústrias mais importantes da Europa - papel, cimento e siderurgia – sem que isso resulte em perda de competitividade ou emprego.

Para evitar as consequências mais graves das alterações climáticas, é necessário que os países desenvolvidos reduzam as suas emissões entre 80-95% até 2050, comparando com os níveis de 1990. O relatório encomendado pela CAN – Europa mostra que esta redução é possível com tecnologias já existentes ou em fase piloto/demonstração, que irão atingir a maturidade no mercado 2020 e 2030.

por Quercus às 15:31
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A Europa consegue chegar à redução de 30% de emissões em 2020

Um novo relatório da Agência Europeia de Ambiente mostra que a diminuição acentuada de emissões registada em 2008 e 2009, na Europa dos 15, coloca a União Europeia numa posição bastante favorável para atingir e, até ultrapassar, o compromisso redução de emissões de 8% assumido no Protocolo de Quioto.

Este relatório também afirma que a Europa dos 27 está no bom caminho para atingir uma redução de 20% das emissões de gases de efeito de estufa até 2020.

Com este relatório, seria já tempo da União Europeia dar um passo em frente e assumir uma posição unilateral de redução de 30% das emissões até 2020.

por Quercus às 15:15
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