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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Jovens pedem limite de 1,5º C

 

Os delegados da COP16 foram esta manhã alvo de uma acção do movimento internacional de jovens. No percurso obrigatório para os autocarros que dão acesso ao Moon Palace, um grupo de jovens apoiava as nações que pediram em Cancún que o limite de subida da temperatura global seja reduzido para 1,5º, em vez dos actuais 2º C.

Os activistas justificam que este é o limite aconselhado pelos cientistas e recordam que ao ritmo actual não será sequer possível evitar um aumento de temperatura inferior a 2ºC, a fasquia estabelecida no Acordo de Copenhaga.

por Quercus às 19:02
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Quarta-feira, 8 de Dezembro de 2010

Balanço da COP16 a 48 horas do final: Japão e EUA são os maus protagonistas

 

A cerca de 48 horas do final da conferência do clima, as notícias continuam a não ser boas. O Japão insiste em não aceitar um segundo período de compromisso do Protocolo de Quioto onde novas metas seriam fixadas para os países aderentes para 2020. Ao mesmo tempo, em várias frentes, os EUA têm bloqueado ou atrasado várias matérias, principalmente no que respeita à adaptação e financiamento.

A única boa notícia vem dos Estados Pequenas Ilhas (AOSIS) que em princípio terão conseguido voltar a introduzir num dos novos textos disponíveis desde esta manhã de quarta-feira, a possibilidade de se contemplar um esforço para que o aumento máximo da temperatura devido às alterações climáticas seja de 1,5 ºC e não de 2 ºC face às novas evidências científicas. Não será uma opção facilmente aceitável pelos restantes países, mas depois de ter desaparecido do texto negocial, esta é uma pequena vitória.

No entretanto, o episódio de bloqueio que se passou à um ano em Copenhaga pode aqui voltar a ter lugar com a Bolívia a fazer essa ameaça se não houver acordo relativamente à continuação de Quioto com um segundo período de compromisso finalizado desde já, o que se sabe ser politicamente impossível (é desejável fazê-lo, mas prometendo-se concretizar essa intenção em Durban, na África do Sul, dentro de um ano).

A União Europeia, cuja acção mediadora é louvável, apresenta uma grande fragilidade interna e uma ambição bem limitada. O México, como país que preside à Conferência, tenta agora discussões informais em pequenos grupos. Mas o tempo já se começa a esgotar…

por Quercus às 22:59
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Terça-feira, 7 de Dezembro de 2010

2,0 ou 1,5 ºC?

Ilustração de Hwan Lee (Coreia) - Bienal Internacional del Cartel en México

 

Será que é necessário muitos dos delegados aqui presentes em Cancún irem ao oftalmologista? A "visão partilhada" está com uma nuvem alarmante… A ciência diz-nos que um aumento de temperatura superior a 1,5 ºC por comparação com o período pré-industrial resultará em substanciais danos ambientais e consequências socioeconómicas muito negativas. Os 2 ºC inicialmente assumidos como limite para que não haja alterações consideradas catastróficas já não faz sentido face aos novos dados. Porém, não olhando para a investigação recente, o novo texto negocial do grupo de trabalho sobre acção de cooperação de longo prazo (LCA, na sigla em inglês), do segmento da conferência em que participam todos os países e não apenas os aderentes ao Protocolo de Quioto, deixou de fazer qualquer referência à meta de 1,5 ºC. Mais ainda, não menciona nenhuma concentração específica de gases na atmosfera e não menciona também 2015 como o ano de pico de emissões para atingir o objectivo de limitar o aumento da temperatura.

 

À superfície, as negociações são entre nações. Mas a negociação real é entre a sociedade humana numa mão e a física e a química noutra. Precisamente a física e a química puseram as suas cartas na mesa. Uma atmosfera com mais de 350 partes por milhão (ppm) de CO2 e um aumento de temperatura superior a 1,5 ºC são incompatíveis com a sobrevivência de muitas nações presentes na Cimeira. De facto, mais de 100 países reconheceram estas evidências científicas e adoptaram estas metas.

 

O negócio tem assim de ser feito com o próprio clima, e o clima não discute... Cabe assim aos países descobrirem como assegurar este limite mínimo. Uma revisão das metas de emissões a ser efectuada apenas em 2015 como se propõe no texto é obviamente demasiado distante, e vamo-nos arrepender quando já for tarde demais. Por isso, só é preciso ter a tão propalada visão para implementar as medidas que nos permitam atingir os objectivos críticos mencionados, no que respeita quer ao aumento da temperatura, quer à concentração máxima de dióxido de carbono na atmosfera.

por Quercus às 05:53
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Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010

Portugal - 14º país com melhor desempenho na avaliação do comportamento dos 57 países mais industrializados (CCPI 2011)

O Climate Change Performance Index (CCPI) é um instrumento inovador que traz maior transparência às políticas climáticas internacionais. O índice é da responsabilidade da organização não governamental de ambiente GermanWatch e da Rede Europeia de Acção Climática (a que a Quercus pertence) e contou com a colaboração da Quercus na avaliação qualitativa pericial efectuada a Portugal. O anúncio foi hoje efectuado em conferência de imprensa na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que está a ter lugar em Cancún no México.

Portugal ficou classificado em 14º lugar em termos de melhor desempenho relativamente às políticas na área das alterações climáticas numa seriação (ranking) que compara o desempenho de 57 países que, no total, são responsáveis por mais de 90% das emissões de dióxido de carbono associadas à energia.

O índice mostra que nenhum país dos considerados pode ser destacado como tendo um desempenho satisfatório no que respeita à protecção do clima. O critério específico para esta avaliação são as medidas tomadas por cadala país para assegurarem à escala global um aumento de temperatura não superior a 2ºC em relação à era pré-industrial. Assim, o CCPI 2011, tal como no ano passado, não tem vencedores, porque nenhum país está a fazer o esforço necessário para evitar uma alteração climática com consequências dramáticas. O objectivo do índice é aumentar a pressão política e social, nomeadamente nos países que têm esquecido até agora o seu trabalho interno no que respeita às alterações climáticas.

O CCPI resulta de três componentes parciais que são somadas de modo a criar um ranking de desempenho em termos de alterações climáticas dos países avaliados. A primeira componente (tendência das emissões) analisa a evolução das emissões, nos últimos anos, de quatro sectores: energia eléctrica, transportes, residencial e indústria. A segunda componente refere-se às emissões (nível de emissões) relacionadas com a energia em de cada país, integrando variáveis como o produto interno bruto e as emissões per capita. A terceira e última componente (política de emissões) resulta duma avaliação da política climática do país a nível nacional e internacional. A componente de tendência pesa 50%, a componente nível de emissões 30% e as políticas climáticas são ponderadas em 20%. Os dados são retirados da Agência Internacional de Energia e das submissões efectuadas pelos países, sendo as políticas climáticas avaliadas por peritos internacionais na área das alterações climáticas, tendo a Quercus participado a este nível para Portugal.

 

Ver continuação do comunicado aqui.

Ver relatório aqui.

por Quercus às 18:03
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