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Quinta-feira, 14 de Outubro de 2010

IPCC reage aos erros

O comitê de cientistas da ONU que avalia as alterações climáticas, o IPCC, concordou esta quinta-feira, 14, em mudar as suas práticas como reação aos erros apontados no relatório publicado de 2007. O presidente do IPCC, o indiano Rajendra Pachauri, rejeitou as sugestões para que se demitisse.

Numa reunião realizada ao longo desta semana da Coreia do Sul, o comitê de 130 países concordou em reforçar a monitorização dos factos que entram nos relatórios, elaborados para ajudar à construção de políticas climáticas e energéticas do mundo, e em estabelecer metas para definir reformas ainda mais amplas.

"Mudança e aperfeiçoamento são vitais para o IPCC", disse Pachauri. O painel dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2007 com o ex-vice-presidente dos EUA Al Gore.

O Conselho Inter-Academias (IAC), que reúne especialistas de academias nacionais de ciências, pediu, em 30 de agosto, "reformas fundamentais" na forma como o IPCC é gerido, e disse que os líderes do comité deveriam ter um mandato único de  seis anos, sem reeleição. Pachauri, que foi reeleito em 2008, disse que o limite valerá, se adoptado, apenas para futuros presidentes. "Tenho toda a intenção de continuar até completar a missão que aceitei", disse ele.

O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri

Pachauri acrescentou que a alegação central do relatório de 2007 - de que há pelo menos 90% de certeza de que as actividades humanas, principalmente o uso de combustíveis fósseis, são a principal causa do aquecimento global não foi contestada.

Ele também rejeitou a sugestão do IPCC passar a emitir relatórios a intervalos menores. O próximo, após o de 2007, deve sair em 2014. "O conhecimento avança rapidamente, mas não tão rápido a ponto de permitir a produção de relatórios com maior frequência", argumentou.

O IPCC adoptou novas normas para aperfeiçoar a confirmação dos dados, bem como regras para a correcção de erros e para administrar material que não tenha seguido o protocolo científico de revisão pelos pares.

A "task-force" do IPCC vai passar a analisar questões como a gestão do IPCC, com sede em Genebra e que tem orçamento anual de 5 milhões de dólares. Entre as recomendações do IAC estão a indicação de um secretário executivo e de mais funcionários para cuidar da comunicação. Pachauri disse que o próximo relatório lançará um olhar mais atento para questões como a geoengenharia, que engloba propostas de manipulação deliberada do ambiente para reduzir o aquecimento global, como o uso de espelhos no espaço para refletir a luz do Sol.

Os especialistas procuram novas formas de desacelerar o aquecimento global, depois da cimeira de Copenhaga no ano passado ter fracassadao em obter um acordo internacional com força de lei para cortar as emissões de gases do efeito estufa.

por Quercus às 23:07
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1 comentário:
De A. Abreu a 25 de Outubro de 2010 às 18:30
Gostei do artigo. Como aí Pachauri diz «"Mudança e aperfeiçoamento são vitais para o IPCC", e de facto a ciência por vezes erra, corrige e progride! E mudanças que visem melhorar e que impeçam a ESTAGNAÇÃO nunca devem ser evitadas, como refere o video http://www.youtube.com/watch?v=XBYeDr25WGY

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