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Sábado, 11 de Dezembro de 2010

São 18h em Cancún…

Esta era a hora a que deveria terminar a Conferência do Clima em Cancún. Infelizmente estamos longe ainda de ter conclusões num processo negocial que se arrisca arrastar bem pela madrugada dentro. Ao longo do dia foram saído propostas de textos para discussão pelas Partes (grupo de trabalho ad hoc sobre o Protocolo de Quioto, incluindo floresta e futuros compromissos e há cerca de uma hora o texto relativo ao ad hoc de trabalho em acções de cooperação de longo prazo). (a foto mostra a fila para levantar as primeiras cópias, antes de ainda estar presente na net)

 

 

No texto relativo Protocolo de Quioto, estão presentes aspectos como : - o reconhecimento do cenário do IPCC que sugere que os países do Anexo 1 devem reduzir as suas emissões entre 25 a 40%; - continua o mandato do grupo de trabalho ad hoc sobre o Protocolo de Quioto sem limite temporal, exceptuando o evitar um intervalo entre períodos de compromisso – e 2012 é já o final do primeiro, remetendo para detalhes a serem tratados no próximo ano; - toma nota das “ofertas” de redução de emissões recebidas até agora; - pede aos países do anexo 1 para aumentarem, individual ou colectivamente, o seu nível de ambição para se atingir a redução anteriormente mencionada;, bem como tendo em conta as implicações quantitativas do uso de actividades relativas ao uso do solo, mecanismos e excesso de licenças (AAUs); - mantém 1990 como o ano base. Num documento separado e relativo à contabilização do uso do solo e das florestas, a proposta que esteve em discussão de estabelecimento de uma projecção futura que seria de base para a contabilização das emissões não avançou, remetendo-se a confirmação dos níveis de referência, e a reflexão sobre as metodologias para o 2º período de cumprimento do protocolo para o futuro trabalho. Significativo no texto do grupo de trabalho ad hoc em acções de cooperação de longo prazo, que envolve todos os países da Convenção, é por exemplo a presença do chamado Fundo Climático Verde, cujo objectivo é que consiga atingir uma angariação da ordem dos 100 mil milhões de dólares por ano em 2020. O depositário num fase intermédia será o Banco Mundial, o que é ainda objectivo de alguma polémica. Prolonga-se também por mais um ano os trabalhos deste grupo.

 

 

Patricia Espinosa (a senhora de saia cor-de-laranja que discretamente passa junto a uma "manifestação" de jovens mesmo há pouco a subir para uma das salas principais), no Plenário, referiu que os textos agora permitem ver o pacote de decisões em causa, que os países agora devem reflectir, que os textos reflectem os esforços de cada um desses mesmos países e não é um texto “mexicano” e que não parêntesis para escolha de opções, que se pretende continuar a trabalhar com participação e transparência, que há muito pouco tempo de conferência disponível, que é preciso tomar decisões equilibradas entre os dois grupos de trabalho. Lembrou ainda a responsabilidade que um acordo em Cancún terá como serviço a bem, do clima e de milhões de pessoas e das gerações futuras. Às 20h, hora de Cancún, haverá uma sessão informal e os dois grupos reunirão para fazerem um relatório ao Plenário e o objectivo é terminar a conferência de seguida. Cada um de nós viverá com as consequências das duas acções. Vamos ver que consenso se conseguirá gerar. Os avanços são muito limitados mas mesmo assim a controvérsia de algumas áreas ainda não está ultrapassada.

por Quercus às 00:42
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