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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Conferência num impasse – se calhar até bem grave…

Ponto de situação: 13h15 em Cancún, 19h15 em Lisboa:

 

 

Foi uma longa noite para muitos negociadores, dado que ainda ontem a Presidente da Conferência, a Ministra dos Negócios Estrangeiros de México Patricia Espinosa, afirmou que tinha confiança que seria possível terminar a reunião às 18h. Grande ilusão… Apenas no que respeita à área da adaptação, nomeadamente no estabelecimento de objectivos, prioridades, é que houve uma decisão e bem frágil – foi traçado o caminho, as actividades para que daqui a um ano haja um texto final sobre o assunto. Em relação a quase todos os outros assuntos há ainda um impasse: no que respeita ao uso do solo e florestas, não há acordo ainda sobre a nova forma proposta de contabilizar as florestas usando uma comparação entre um valor projectado por cada país e a realidade; no fundo climático, no valor de 100 mil milhões de dólares anuais, mais do que os períodos e as verbas, não há acordo sobre quem o vai gerir – há posições diferentes entre ser o Banco Mundial ou a própria Convenção, mas um consenso é possível sem grande esforço; na definição do mecanismo REDD e REDD+ de apoio financeiro para evitar a destruição das florestas (REDD) em particular as tropicais (REDD+), houve algum avanço, ainda não definitivo, estando nomeadamente por decidir de onde vem o dinheiro – possibilidade forte é o dinheiro ser proveniente dos mercados de carbono, com regras ainda a serem definidas;

O mais relevante de todos os assuntos é evidentemente se vai haver uma continuação do Protocolo de Quioto após 2012, o que politicamente implica a participação de países como a Rússia, Japão e Canadá através de novas metas de emissões, em princípio para 2020. E aí, as perspectivas são muito negativas. A ideia de ter um caminho para haver um acordo nesta área dentro de um ano mais parece um retrocesso. No que respeita a um acordo global, se por um lado países em desenvolvimento como China e Índia aceitam até ter metas, mesmo que voluntárias, já os EUA têm sido um empecilho ás negociações. Mesmo num acordo global de “ofertas” e não de metas legalmente vinculativas, o acordo não está fácil, e não deixa de ser uma tentação para os eventuais (oxalá que não), países desenvolvidos eventuais desistentes de Quioto.

De manhã houve uma nova proposta de texto sobre as acções de cooperação de longo-prazo (LCA, na sigla em inglês). Quanto ao texto sobre o Protocolo de Quioto está prometido mas ainda não há a esta hora qualquer versão. Vai ser uma longa noite, e o desaire de Copenhaga afinal está ainda mais presente no que deveria ser um rejuvenescimento da política climática global. E as consequências da inacção já estão aí…

Por agora, fiquemos com as palavras do Vice-Presidente da COP no final do Plenário da manhã:

All decisions made forwarded by SBSTA.

AWG LCA and KP are underway. Will reconvene COP at a later time in order to adopt all outstanding matters.

Declare the meeting … to be suspended.

We will reconvene at 15:00 to take stock. Check CCTVs at back.

Ou seja, às 15h vamos ouvir porque as Partes estão em desacordo, explicando a todos os seus argumento, enquanto em paralelo as negociações dos países-chave estarão sem dúvida a tentar ultrapassar o impasse.

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por Quercus às 19:26
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